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Como foi o Festival UdiRockScene 2008 |
Um dos maiores festivais de música independente do interior de Minas
Gerais, o UdiRockScene, abalou as estruturas neste último final de
semana, em Uberlândia, Triângulo Mineiro.
Durante os três dias
de evento (13, 14 e 15 de junho), mais de 2,5 mil amantes do rock
passaram pelo festival, seja para conferir a apresentação das bandas ou
para participar das mesas redondas e discussões sobre o cenário da
música independente no Brasil.
“Foi realmente muito positivo.
Nós estamos satisfeitos com a repercussão do evento, principalmente,
porque conseguimos reunir um grande público, todos os dias”, comemora um dos organizadores Raphael Rabelo.
Já no primeiro dia, o Festival
movimentou a sede do Sesc (Serviço Social do Comércio). Duas mesas
redondas atraíram formadores de opinião, autoridades e pessoas que
contribuem com a cultura na região.
Dois convidados especiais
enriqueceram os debates. Participaram das discussões os responsáveis
por selos musicais independentes de Minas Gerais e Goiás.
Para o
responsável pelo "Valvulado Discos", selo musical de Uberlândia (MG),
Alessandro Carvalho, “um selo musical independente geralmente surge da
vontade de alguns de fazerem com que a música que está fora do mercado
comercial seja vista pelo público e pela mídia”. “Ele ajuda a
selecionar o que tem uma qualidade sonora superior e, além disso, dá
suporte para a distribuição da música e divulgação de novas bandas e
artistas”, reforça.
Muito som
Ainda
no primeiro dia do festival, os fãs do estilo musical death metal
aproveitaram a apresentação das primeiras bandas inscritas no
UdiRockScene. O ponto de encontro foi no Garage80. Mais de 300 pessoas
conferiram os shows de grupos mineiros e goianos. A organização do
evento arrecadou mais de 350 litros de leite longa vida que será
repassado para o projeto social “Mesa Brasil” do Sesc.
Os shows
de estréia do UdiRockScene apresentaram ao público a característica do
evento. A banda Zechs abriu o festival e agitou a galera, já de início,
com o som pesado.
Ainda no primeiro dia, a experiente banda Mata
Leão com influências diversas do rock mundial nas harmonias e arranjos,
fez uma apresentação cheia de energia e fez a moçada vibrar.
No
sábado (14/06), mais emoção. Entre as bandas que se apresentaram em uma
das maiores casas de evento de Uberlândia, Acrópole, estava a Krisiun
do Rio Grande do Sul. Conhecido internacionalmente, o grupo ditou o
ritmo da noite.
O vocalista Alex Camargo, enfatizou a
oportunidade de poder tocar para os fãs do Triângulo Mineiro, após duas
décadas de formação da banda. “Esperamos 20 anos pra tocar pra vocês e
finalmente rolou. Obrigado Uberlândia”, agradecia Alex entre uma música
e outra.
O segundo dia do evento também foi marcado por
estréias. A banda uberlandense Krow aproveitou o momento para lançar o
primeiro EP. O baixista Raphael Sapão, também organizador do festival,
estava satisfeito. “A galera nos deu um retorno positivo. Pularam e
cantaram todas as músicas. Com certeza foi o termômetro da nossa
importância no cenário da música independente”, conta. O EP “Contempt
For You” tem o selo musical “Valvulado Discos” e traz o som já
característico da banda que é um death metal calcado no thrash.
Outra
banda que surpreendeu e mostrou que para gostar de rock não tem idade
foi a Pleiades de Belo Horizonte. Formada por adolescentes de 12, 15 e
18 anos o grupo deu um show na apresentação e quebrou o mito de que as
mulheres não têm espaço no segmento e que idade é documento pra ser
grande no estilo. Eles comandaram o público que agradeceu com muitos
gritos e acompanhamento das músicas. “Já participamos de vários
festivais pelo interior de Minas e São Paulo, principalmente e por onde
passamos buscamos provar que não somos apenas ‘os pirralhinhos do
rock’, mas que temos um som de boa qualidade”, definiu a vocalista
Cynthia Mara, 15.
Encerramento
Além de atrair milhares de pessoas, o UdiRockScene foi encerrado em grande estilo, com um balanço positivo.
As
últimas bandas que passaram pelo palco da Acrópole, no domingo (15/05),
entusiasmaram o incansável público e abriram espaço para a saudade e a
expectativa para que, no próximo ano, o festival de música independente
mais esperado do interior de Minas Gerais possa vir com tudo novamente.
“Nós sentimos isso do público e vamos continuar na busca por aprimorar
o evento e reunir, a cada ano, um número maior de pessoas, além de
abrir espaço para que novas bandas possam se apresentar”, prometeu
Raphael Rabelo.
A apresentação da banda Matanza do Rio de
Janeiro - uma das mais aguardadas do festival – levou o público a
viajar no som. O grupo fez um show inesquecível e encerrou em grande
estilo o festival.
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